por Luciano GonçalvesEm um dia comum, há alguns anos atrás, um grande amigo com um velho chapéu do seu madruga entra no DACOI e sugere realizarmos um campeonato de futebol. Mal sabia ele que aquela simples ideia nem um pouco original, mudaria o pacato cotidiano daquela universidade, abalado algumas vezes por sinal pelo mesmo D.A que viria a criar o tal campeonato. Antes essa ruptura da normalidade era feita pelas inflamadas assembleias ou até mesmo as grandes atividades culturais que concedia ao estudante a oportunidade de sair da sala de aula e se deparar, por exemplo, com uma apresentação do grupo Galpão em pleno pátio da universidade.
A tal Copa contou com a organização de pessoas no mínimo duvidosas, afinal de contas, ter duas mulheres à frente desse projeto não ia dar em boa coisa. E não deu mesmo. A Sarah queria que a Copa tivesse a modalidade feminina, narrações e participações de funcionários e professores e a Tânia, com a sua grande capacidade publicitária, achava tudo “super legal” e convencia a todos da sanidade dessa loucura. Quando dei por mim, o circo estava montado e lá estava um povo doido, além dos “quase” recém-chegados à universidade Verônica, Igor e Luiz Paulo, pois estavam no cursando o 3º período. Eles compactuavam com a ideia e foram um fermento a mais nisso tudo. Pronto, nascia a Copa Integrada DACOI com elementos jamais vistos e com a cara de um movimento estudantil de verdade. Até porque o grande Mário Lúcio nos lembrava a todo instante o que éramos e o porquê de estarmos ali. O Well assumiu as narrações e com ele chegaram Edson, Igor, Mário, Michele e claro Rafael Marinho para completar a grande equipe de cobertura da Copa Integrada DACOI.
O tempo passou e quem diria, a loucura perpetuou. Nesse sábado começa a quinta edição da Copa, com velhos e novos times. Aquelas calouras de rosa que encantavam a todos com um vistoso futebol, sagraram-se tricampeãs ao longo das edições do torneio e apenas as Cachorretes conseguiram parar o Batom. Bem que grandes equipes como o Time do Amor, Arrochetes, Scarpin e o Lapada, tentaram fazer o mesmo, mas ainda não tiveram êxito. No masculino, o Arrocha e os Medíocres foram os primeiros a sentir o doce gosto do título e na última edição, acredite se quiser, os Ridículos entraram para esse rol e foram campeões. É. O time de Marden conseguiu esse feito. Fazer o quê?
Muito mais do que campeões, a Copa Integrada DACOI marca a trajetória das turmas que estão na universidade e mantém viva a relação com aqueles que já formaram. Jamais imaginei que essa loucura idealizada pelo Igor e que se tornou realidade pela Sarah, Tânia, Elisão, Verônica, Mário, Marden, Well, Helder, Marinho, Luiz Paulo e Paulo, que por sinal, parou de ser expulso, aposentou seu vistoso kichute e desistiu da carreira de técnico. E também vai a lembrança de tantos outros que acreditaram e ainda acreditam nessa loucura que não seria a mesma como o Pelas Pontas, o tradicional Cachorro Morto, o Liverpootz, aqueles times que ainda não acharam o nome ideal, e até mesmo as meninas do Bohemia que a ultima coisa que se preocupam, é com o resultado final.
E essa história não está acabada, pois faltam elementos que em breve virão à tona e surgirão outros tantos que contaremos mais adiante. Agora resta darmos as boas vindas aos debutantes e que eles compreendam o verdadeiro espírito da Copa Integrada DACOI.